A cidade como um jogo de peças

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A alteridade é fundamental para o desenvolvimento humano. Se privado de estímulos variados, o cérebro não se desenvolve, perde a plasticidade e se deteriora como um músculo atrofiado. Tal argumento é amplamente aceito quando se trata de relações sociais, atividades cognitivas ou físicas. E quanto aos estímulos promovidos pelo ambiente construído?

Houve um tempo em que a busca do espaço ideal, totalmente controlado para oferecer condições perfeitas de segurança, conforto e ergonomia para seus usuários, promoveu uma crescente dissociação entre ambientes interno e externo. Hoje em dia, tem-se cada vez mais clara a importância do contato com a natureza, com espaços livres e com suas variações inerentes de luz, sons, temperatura, umidade, odores, texturas, cores, elementos e vidas.

A importância da variedade de estímulos tem sido discutida não apenas em relação a espaços internos ou privativos, mas também quando se trata de espaços livres públicos. Ruas, calçadas, travessias, canteiros e praças, são frequentemente dotados de tal monotonia que se torna difícil até mesmo diferenciá-los entre si. Ao replicar soluções-padrão de via, equipamentos e mobiliários ao longo da cidade, sob o argumento de eficiência, são desperdiçadas oportunidades tanto de se incluir estímulos variados no dia-a-dia da vida urbana, quanto de se promover a diferença como algo corriqueiro, curioso, rico e promissor.

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Sobre este autor
Cita: Marina Oba, Daniela Moro e Gabriel Tomich. "A cidade como um jogo de peças" 01 Jul 2020. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/942361/a-cidade-como-um-jogo-de-pecas> ISSN 0719-8906

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